terça-feira, 21 de outubro de 2008
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Adendo ao Relatório da Apresentação.

Rambo!
Para não perder o jeito, citação do Rambo (é só achar no trailer):
"Viva por nada ou morra por algo."
sábado, 30 de agosto de 2008
Política de Capa e Espada

A temática do presente artigo está em como uma obra cinematográfica pode ajudar a entender uma época passada. Para lançar uma luz sobre a temática da dinâmica social do século XVII, bem como a criação de personagens de ficção pode ajudar a entender a operacionalidade de alguns personagens no fluxo histórico. O real ponto objetivado é mostrar os fatos e idéias relacionadas para que com a apreensão dos dados as pessoas possam entender o percurso histórico.
Um dos pontos constantes é a revisão de atos tidos, pela História, como políticos. Cotejando com ensinamentos filosóficos para a obtenção do poder e manutenção de um Estado. Em linhas gerais, demonstrar a importância dos eventos estudados, e da própria Filosofia, estão na ordem ao vislumbrar o filme, com a devida sombra do livro que deu origem à estória.
O filme: OS TRÊS MOSQUETEIROS (The Three Musketeers, AUS/UK/USA 1993). Direção de Stephen Herek. Elenco: Charlie Sheen, Kiefer Sutherland, Chris O’ Donnell. 105 min.
2 A figura do cardeal richelieu.
A primeira pergunta, para aqueles pouco familiares com a linha histórica de poder da França, e também daquela sobre os três mosqueteiros, seria “quem é o cardeal mencionado no título deste ponto?”.
O Cardeal é indivíduo chave nos três pilares do presente artigo (fato histórico, filme e livro). No estudo dos eventos reais, ele foi o principal articulador e organizador da monarquia francesa ruma ao Absolutismo. Desempenhou suas funções de maneira devota e, assim, foi reconhecido pela casa reinante. Por seus atos uma dinastia obteve o poder e o país recebeu seus contornos.
Na imaginação do autor francês, muito das características do Richelieu histórico é mantido. Mostrado como alguém comprometido com o seu país, tenta com seus atos se pautar no que crê ser o mais benéfico para o Estado e capaz de gerar uma solidez nacional centrada na figura do monarca. Nesta mídia, ele não é pintado com o espectro extremo de preto ou branco, mas sim o cinza de um sujeito com uma agenda em mente, em que o ponderar de alternativas leva em conta um fim.
Já na ficção mais moderna ele é um dos personagens principais, o antagonista. São características, tanto na esfera literária como na visual, a de governante poderoso, frio, calculista, dominador, e ambicioso, que ofusca, sempre que a oportunidade surge, o ingênuo rei.
Como a ótica do parágrafo anterior simplifica o religioso, o resultado é simples este foi feito para que o espectador o odeie. Contudo, o histórico e o literário agem de forma a sua visão de mundo se igualar à metáfora do caleidoscópio, não de fala em filtro de ótica, mas sim em prisma de ideologias. O que emerge para aquele que já ouviu máximas de política é se “os fins justificam os meios” cabem ao eixo de condução dele. Será que Richelieu leu Maquiavel? Provavelmente sim, ele além de estadista era um estudioso e as evidências são claras ou as conhecidências são absurdas (de tão similares os nortes adotados).
A sociedade do século XVII passava de terras com um lorde que ditava as leis para um governante que monopolizava o uso da violência. A figura dos senhores locais desvanecia para a de nobres na corte de um monarca. E este resultado era o objetivado pelo homem de Deus que o item presente trata. Ao analisar como a França fez a transição deste período parece seguir os passos estabelecidos por Maquiavel, os resultados foram a unificação da legislação, a direção restou nacional (inclusive quanto a religião), a diplomacia (e a guerra) recebeu foco (limitar a influência dos Habsburgo na Europa) e o poder estava centralizado na figura do príncipe/rei.
Mesmo com todo o revelado, o cardeal permanece cardeal, em alguns elementos ele retoma o ideal de uma realidade anterior, lembra pontos medievais. Richelieu defende, em seu Testamento político, a natureza divina do monarca. Mantém em mente, a necessidade de categorias de pessoas para a grandeza da França, que o rei mesmo determinado por Deus depende de seus nobres, da sociedade de corte, e, também, do povo. Fato que será comprovado pelo monarca sucessor, Luís XIV, ao travar combate com a liga dos Absburgos, em que já sem a figura de Premier Ministre, o sucessor de Richelieu – Cardeal Mazzarino – já havia morrido e o rei desempenhava a função de chefe de Estado e chefe de governo em toda a sua amplitude, necessitou do suporte popular para manter a máquina de guerra francesa abastecida.
3 A OBRA DE ALEXANDRE DUMAS: “UMA POR TODAS...”.
O livro escrito por Alexandre Dumas, Os três mosqueteiros, é parte da trilogia conhecida como estórias de D’Artagnan. A obra mencionada é apenas o primeiro capítulo da vida do herói. As seqüências são os volumes intitulados Vinte anos depois e O Visconde de Bragelonne. Todavia, deve-se mencionar que de início D’Artagnan não é um mosqueteiro, o opúsculo narra o percurso do jovem para se tornar um e como ele forma um vínculo de amizade com três homens já mosqueteiros do rei, e por alguns tidos como os melhores.
Dumas fisga o leitor ao narrar o sonho de um jovem. O jovem vindo de uma família nobre que se encontra empobrecida consegue por seu pai uma carta de recomendação escrita pelo capitão de uma das companhias de mosqueteiros da guarda (dado o fato de serem conterrâneos).
Porém, seria tudo muito simples e é assim que o acaso se faz presente. Acaso é encontrar uma comitiva de um nobre vestido de preto e que ostenta na face uma cicatriz. As pessoas e o nobre insultam o jovem graças a cor do cavalo do mesmo. A necessidade do homem da época retumba, só o duelo limpará a honra. Derrota D’Artagnan é pilhado seu dinheiro e a carta que levaria a realização de um sonho são levados. A trama tem os primeiros traços assentados, pois o nobre é o braço direito do cardeal Richelieu, o Conde de Rochefort. Isso desencadeia as peripécias do jovem, como ele se hospeda no Hotel Treville, conhece os futuros amigos e como se liga a rainha Ana da Áustria (e cai na trama do cardeal e seus espiões, vai a Londres, foge de uma bela assassina, a luta contra aquele que é contra a França – o Duque de Buckingham – e a obtenção do posto de oficial da guarda real).
Por todo o exposto, o interessante é notar que é uma visão de uma pessoa do século XIX sobre o século XVII. A política mostrada, apesar de constar os nomes de pessoas do passado, é, em real, um reflexo (e porque não uma crítica) dos acontecimentos de sua própria época, cuja orientação diplomática desencadeará duas guerras mundiais.
4 ADAPTAÇÃO PARA O CINEMA: “... TODAS POR UMA”.
Os trabalhos de Alexandre Dumas foram adaptados várias vezes para o cinema. Todavia a que teve mais versões foi Os três mosqueteiros, e cada uma delas teve seu ponto de distanciamento com a estória original, bem como o enfoque dado, incluso, aos personagens. Porém ao analisar o filme proposto, intenta-se mostrar que é uma visão do século XX, para algo feito no século anterior ambientado no século XVII.
A versão escolhida como base foi produzida pela Disney, e de tudo feito pela empresa zela por uma visão de mundo própria, de cunho maniqueísta. A visão explicita que há a luta do bem contra o mal, os opositores estão bem definidos pelos seus defeitos e qualidades. Mas, detalhe que não pode faltar, é o momento catártico, em que, no final, o último sempre perde.
Nesta estória as aventuras de D’Artagnan são recontadas, os anseios do rapaz são mantidos, entretanto, como o afirmado sobre a ótica do produtor, delimita-se os bons e os maus. E para fazer tanto, o período histórico não fica bem estabelecido, a inferência é feita pela dinâmica dos personagens centrais. Para enquadrar o clássico de Dumas para a grande tela, simplifica-se a trama e altera alguns pontos. Os mais gritantes contrastes estão na jornada do herói (desempenhada pelos quatro amigos), a acusação de traição dirigida ao cardeal, a demissão do cardeal pelo rei (tacitamente entendida pelo soco) e a redenção de D’Artagnan (no tocante a memória de seu assassinado pai) ao duelar e matar o cruel Rochefort.
Assim, ao refletir as necessidades de doutrinar segundo premissas maniqueístas, a obra cinematográfica reflete o mundo em mudança na época (fim do século XX). Ao manter a dualidade bem e mal fica explícita a questão que acaba de ser superada, a polarização mundial que até 1990 existia. Até o ano mencionado, de um lado estava os Estados Unidos e do outro a União Soviética, em que aquele que falava era o bom e o de que se falava era o mau. A diplomacia com múltiplos participantes, que havia no período de Dumas, ainda está para ser restabelecida por aqueles que não buscam colocar um inimigo para manter a polarização falam em hegemonia de uma única potência.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS.
Quando se aborda temas sob a perspectiva de um filme sobre eventos históricos devem ser mantidos dois elementos em mente, o primeiro, filmes estão intimamente comprometidos com a finalidade de entretenimento, e segundo, o anacronismo, em que valores atuais são transpostos para épocas passadas e todo o conjunto de valores existente à época é substituído ou questionado (com subseqüente juízo de valor – e declarado o adotado no passado sendo equivocado).
Por fim, ao examinar tanto as posturas políticas como a narrativa delas, vê-se que o homem está comprometido como uma estória e uma história. Porque as duas estão relacionadas com ideais, e nada melhor para externar uma ideologia do que a narrativa, e, principalmente, o que a narrativa tenta ocultar. O cardeal ao agir mostra como uma pessoa pode oficiar para a força do seu país, como ao usar de idéias (filosofia) se pode moldar a história, não para trás, mas sim para frente.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANDERSON, Perry. Linhagens do Estado Absolutista. 3. Ed. São Paulo: Brasiliense, 1995.
DUMAS, Alexandre. KUPSTAS, Márcia. Três Mosqueteiros. São Paulo: FTD, 2003.
GILBERT, Adrian. Enciclopédia das Guerras: conflitos mundiais através dos tempos. São Paulo: M. Books do Brasil Editora Ltda, 2005.
HAHN, Fábio Ancré. A Perfeição do Político no Pensamento do Cardeal Richelieu (Revista Varia Scientia, v. 05, n. 09, p. 205 – 208). Cascavel: Unioeste, 2005.
MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. São Paulo: Editora Revista dos tribunais, 1997.
MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. São Paulo: Jardim dos Livros Editora, 2007.
PARKER, Geoffrey. Cambridge Ilustrated History of Warfare. Cambridge: Cambridge University Press, 1995.
PERRY, Marvin. Civilização Ocidental: uma história concisa. 2. Ed. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2002.
Relatório Da Apresentação

O primeiro lugar procurado para a apresentação foi uma sinagoga, visto que, a temática exposta na película é de total interesse, todavia não foi possível a apresentação do material, pois, segundo as sinagogas que foram entradas em contato, estas não possuíam um grupo para atividade deste gênero.
Dessa forma, o público escolhido para a apresentação do material filosófico foi o 2º período da turma de Sociologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. No dia 20 de agosto de 2008, na sala A-25, às 20h45min deu-se início a apresentação da mostra do filme filosófico: “A filosofia como instrumento do totalitarismo” (“será possível a filosofia capaz de “praticar” o mal?”).
Acolhimento e admiração. Admiração, característica marcante na face dos espectadores, pois com uma abordagem dinâmica que prendeu a atenção do início ao término da exposição permitiu uma interação específica entre o tema proposto e quem o assistia.
Afinal, o vídeo foi aceito de forma convincente e positiva? Segundo os comentários após a apresentação sim. Elogiaram a forma em que foi transmitido o vídeo (forma teatral + filme + comentários + caderno),e o que mais foi destacado no grupo foi a visão ampla dos acontecimentos históricos, não priorizando somente um lado, mas uma totalidade e multiplicidade de acontecimentos ( referência aos modelos contemporâneos de totalitarismo = nazismo e socialismo marxista).
Por fim, à luz da apresentação do vídeo perante um público diferente ao do convívio acadêmico de filosofia deixou uma possibilidade confortante ao grupo B-52. O tema escolhido para a confecção e elaboração do material didático teve o intuito de transmitir um alerta à sociedade atual, apontar que estes acontecimentos não cessaram, pelo contrário, o que instigou o grupo a saber mais sobre o assunto, e, ter a chance de transmiti-lo a públicos diferentes.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Porteiro SM e outros valores morais relacionados.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Vai lutar contra o sistema, assim, lá longe!
O filme a ser comentado neste espaço é:
Título: A Vida de David Gale (The Life of David Gale).
País de origem: Estados Unidos da América e Alemanha.
Ano: 2003.
Direção: Alan Parker.
Elenco: Kevin Spacey, Kate Winslet, Laura Linney, Gabriel Mann.
Duração: 130 minutos.
Gênero: Drama.
Distribuição: Universal Pictures.
A sinopse do filme, contida no verso da caixa do DVD, expõe: David Gale (Kevin Spacey) é um brilhante professor de filosofia. Tem livros publicados, é respeitado, extremamente inteligente... mas está no corredor da morte, aguardando sua execução. Ele é acusado de ter estuprado e assassinado uma colega de trabalho e ex-aluna. Às vésperas de sua morte, David pede a presença da repórter Bitsey Bloom (Kate Winslet) para que lhe conceda uma entrevista na qual contaria toda a verdade sobre o caso. Uma história inacreditável, envolvendo alcoolismo, a mulher que o abandonou , a melhor amiga (Laura Linney), que está morrendo de leucemia, um advogado incompetente e um governador que adoraria eletrocutá-lo. Quanto mais Bitsey ouve, mais fica estarrecida. Mas com apenas quatro dias para a execução, talvez seja tarde demais para inocentá-lo.
Convém iniciar o presente comentário com uma explicação: Por que neste filme escolhi usar o resumo comercial do filme, ao invés de usar minhas próprias palavras? Respondo: Por ter este filme um arco de estória fenomenal, e ao narrar o filme poderia incorrer na revelação de um evento que só competiria à trama conduzir o espectador. Assim, deixo o breve relato do filme para a empresa distribuidora e passo diretamente às questões filosóficas.
O tema da vontade. Vontade em Filosofia é abordado desde Platão, mas neste ela deve ceder ao ideal maior, e deve ser sempre contida pela moderação. Com Aristóteles, é apenas reflexo da matéria que anseia movimento. Descartes fala que é a agitação da alma, e Kant realiza no sentido de conservação das coisas. E Hegel afirma ser desejo/vontade um reflexo da auto-consciência. Mas a melhor forma de expor desejo é como o personagem do título, em uma palestra ministrada, conta: "Você não quer a coisa, mas sim você quer o que fantasia a respeito da coisa." Em Lacan é o desejo constante, pois uma vez obtido o objeto de desejo, gera com que a pessoa substitua por um novo desejo.
Já o ponto verdade, é ainda mais controvertida que a questão vontade. Verdade em termos gerais é a sinceridade, a boa-fé e honestidade. Seria a conformidade entre o relatado e o ocorrido. Os elementos que influem na delimitação da verdade são a subjetividade, o objetivo do discurso, ou, ainda, a própria concepção de mundo se atingida por um grau de relatividade.
Como conclusão se pode ver que vontade em dados momentos podem ocultar a verdade. Pois a verdade está ligada à fala, e esta pode acabar como escrava da vontade. E tal fato no filme é revelado por um jogo de palavras:
"Eu sei quando morrerei. Mas não posso dizer porque." Aqui a palavra poder pode significar duas coisas, o não poder por desconhecer a verdade ou não poder por não ter a vontade de revelá-la. Para saber qual era o caso de David Gale, fica a recomendação de assistir a esta brilhante narrativa.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Outro ângulo para JC.

A estória de “A Última Tentação de Cristo” objetivou, e isto fica bem claro no início do filme dado o aviso que é apresentado, ser uma adaptação do livro de Nikos Kazantzakis. O livro e o filme, ambos possuidores do mesmo título, não seguem o evangelho. Assim, invalida a afirmativa do conhecimento da estória feita no primeiro parágrafo. Disto, tem-se que a linha da trama não segue o cânone do Novo Testamento, pelo contrário traz à baila a liberdade de Jesus.
Em breves linhas o filme apresenta Jesus, inicialmente, como o carpinteiro responsável pela convecção de cruzes para a execução dos mandados de um território ocupado por Roma. Tal trabalho mina o espírito do personagem, e faz duvidar das vozes que ouve (e atribui a Deus). Desprezado pelos conterrâneos, só o militante Judas acredita nele e, com isto, rejeita a missão dada pela célula revoltosa de assassinar o traidor que ajuda a causa romana. Com a peregrinação, a conversa com João Batista e as tentações de Satanás, o homem se aproxima do ideal de Cristo. Com a dúvida no coração, Jesus busca suporte na figura de Judas. Todavia, a trama segue para o desfecho esperado, a ceia, as acusações e a pena na cruz. A reviravolta se dá com a imagem que salva Jesus da morte e revela a idéia oposta, ele não é messias, cristo e filho de Deus. Deste ponto, Jesus casa com Maria Madalena até a morte dessa e segue os rumos da vida com a filha de Lázaro. A paz deste só é perturbada com a aparição de Paulo, que conclui ser a estória e ideal de Jesus Cristo maior que o homem real. Perto da morte a imagem que o salva mostra ser Satã, a crise se instala em sua psique, Jesus em meio aos caos volta ao lugar onde era para ter morrido e pede a Deus que os desígnio sejam cumpridos e ele morra para a humanidade viver... e Jesus volta para o momento da crucificação e cumpre o esperado.
Os olhos filosóficos incidentes na película revelam conceitos como dever, sofrimento e verdade.
No quesito dever se remete aos ideais filosóficos da era helênica, onde se espera que o bom homem se anule frente à sua missão de vida. Porém este é melhor abrigado na questão sofrimento e verdade, que aparecem no conflito narrado por Arthur Schoppenhauer em vontade e desejo. A vontade de viver desse filósofo é a força que impulsiona o home, mas esta é permeada por paixões. E preso ao desejo o homem vive em um mundo de objetos, logo, restando atormentado por isso, mas é o bastante para fazer o ser humano perseverar.
Todo o mencionado no parágrafo anterior é sentido pelo Jesus da produção cinematográfica, até que frente à decepção do esvaziamento de sua vida (cedeu a tentação do diabo), ele supera o modelo de Schoppenhauer e elege o propósito estóico do dever (“E está cumprido”, como afirma o Cristo retornado à cruz).
JC no Cinema: Mensagem POP
A estória de “A Paixão de Cristo” teve o intento, conforme afirmado pelo diretor e co-roteirista Mel Gibson, de ser o mais fiel ao espírito do evangelho possível. Acrescentando elementos esclarecidos pela História (e os métodos de pesquisa arqueológica moderna). Disto, tem-se que a linha da trama segue o cânone do Novo Testamento, em especial o livro de João, no período compreendido pelo momento posterior à Última Ceia até a Ressurreição.
Em breves linhas o filme apresenta o homem Jesus sendo tentado por uma forma andrógina e humanóide que representa Satã. Dos percalços surge a força e determinação de Jesus, o que resulta em um confronto com Caifás (e daí a acusação de blasfêmia pela pronuncia do nome divino). Da série de problema de jurisdição ente hebreus (representados por Herodes) e romanos (sob a direção de Pôncio Pilatos). Ao fim, pela pressão do clero judaico cabe aos romanos a sentença e execução da pena de Jesus. Em uma última manobra, por influência de sua esposa, Pilatos tenta uma saída com o perdão do feriado (o povo poderá libertar Jesus ou outro indiciado – Barrabás). O povo corrompido pelo dinheiro de Caifás liberta Barrabás e Jesus é crucificado. Mas o caminho da crucificação (Via Cruxis, em latim), bem como a prática da tortura em momento anterior – o inquérito de apuração de crime, é o marcante para a audiência. Marcante pela violência e as cenas de tortura explícita. Porém o filme termina com a mensagem da superação da carne, a ressurreição.
Agora a pergunta é: Como isso se relaciona com Filosofia? Em várias formas. Pois há a aceitação do dever característica epicurista e o existencialismo cristão (existência justificada pelo divino) de Kierkegaard. Existe também, e especialmente, a dualidade platônica que posteriormente é recebida pelos medievais da escola Patrística. Em que o Sumo Bem (Deus) é a idéia perfeita e o carnal é transitório, imperfeito e que cabe a cada pessoa almejar a Deus. Mas tanto Jesus como o filme fazem algo incomum no mundo da Filosofia, eles trazem uma resposta de como atingir os objetivos da humanidade, e esta resposta é o amor.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Filhos da Esperança, um ponto de vista.
sábado, 8 de março de 2008
O Estoicismo de Marco Aurélio no filme "Gladiador"


